Algures no tempo, pq o espaço, esse consigo defini-lo bem. Estavamos na FCUL. Esperava-se o elevador.
A normalidade da situação, o seu carácter usual e mundano não levavam de forma nenhuma a adivinhar os acontecimentos seguintes.
A esfalda entra no elevador, seguida por mim. Carrega-se no botão do 4ºandar. Não era exigido o diáloguo.
Eis que, nos confins do q me define, surge em mim, a proactividade! Diria que de forma própria da medula espinal, e não do cérebro, de forma instintiva e sem consciência verdadeira das consequências imediatas, reajo.
Num dos absurdos, ou no absurdo momento (devido à escassez destes), tomo a iniciactiva. o meu braço estica-se. Estica-se, extende-se em direcção ao exterior, deixando o pulso no local onde mais tarde as portas se encontrariam.
O facto de o sensor de movimento não ter sido alcançado, fazia prever que haveria sucesso desta vez, que efectivamente o pulso viraria coto.
Rapidamente as portas se fechavam, sem tempo para que houvesse uma palavra de consolo da esfalda, ou mesmo um tentativa de evitar o que parecia inevitável que fosse acontecer.
Quando as portas quase tocavam o meu pulso, param! ouve-se o barulho característico dos rolamentos do motor que agr se vê obrigado a inverter o movimento.as portas lentamente se abrem e deixam entrar o salvador.
Um desconhecido entra, com ar sôfrego, olha p mim, e com um grande sorriso diz "Obrigado!".
As portas voltam a fechar, e o elevador sobe.
Sou assim salvo.
A esfalda, depois de o rapaz entrar, pensava q eu efectivamente o tinha visto e que estava a tentar segurar a porta apenas com o meu pulso..e sem alcançar o sensor.
O rapaz provavelmente carregou no botão enquanto se aproximava rapidamente do elevador.